"A POESIA É UMA TENTATIVA DE SE DEFINIR O MUNDO, AS COISAS E OS OBJETOS QUE NOS CERCAM, BEM COMO O SER HUMANO..."

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

ANGÚSTIA


E, de repente...

De tanto andar ao lado de ti
Passei a desejar a tua presença,
A procurar os teus sorrisos,
A depender de teus carinhos.

Mas ao olhar para o lado
Não mais a encontrei lá.
E foi então que constatei
Que nada mais seria como antes.

Que o tempo, que juntos passamos,
Ficaria restrito às  boas lembranças
Dos felizes momentos que (com)partilhamos,
Os quais não mais se repetiriam.

E lamentei as oportunidades perdidas;
As palavras, entre pausas, interrompidas;
Os sentimentos, nos olhares, não declarados;

E os beijos, entre abraços, não outorgados.

Jorge Barrozo

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

VALE? NÃO, VALE.


Vale explorar
As Minas Gerais?
Vale.

Vale enriquecer
Jogando dejetos de minérios
Em barragens?
Vale.

Vale ser a mineradora
Número um do país
E pouco investir no social?
Vale.

Vale tudo fazer
Para agradar acionistas
Deixando os trabalhadores
À míngua?
Vale.

Vale deixar
Romper barragens
E riscar do mapa
Uma cidade?
Não, Vale

Vale perder a vida
Em meio à lama
E à irresponsabilidade?
Não, Vale.

Vale retirar o Rio Doce
Do nome da empresa
E depois da paisagem?
Não, Vale.

Não, Vale.
Não Vale.

Não vale...

Jorge Barrozo

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

POEMA - HOMEOPATIA


Dose extra

A palavra liberta
Os homens de seus cativeiros
A poesia os eleva
A outras dimensões.
                                                                                                                            Jorge Barrozo

HOMENS HONRADO


Nascidos em berço de ouro
Da vida aproveitaram as oportunidades
Que a outros foram negadas.

Fizeram seus nomes, conquistaram fortunas
E, por isso, são admirados.

Homens e mulheres
Que viveram , e vivem, na cidadezinha,
Mas que só querem saber de explorá-la.

E que, por isso, são homenageados
Por outros, tantos, homens honrados


                                                                                                                                                                            Jorge Barrozo

domingo, 19 de julho de 2015

POEMA-HOMEOPATIA



2ª DOSE

A vida
É o intervalo
Entre um poema
E outro.

JORGE BARROZO


POEMA-HOMEOPATIA



1ª DOSE

Escrever
Enquanto a sensibilidade
Permite.
E a memória, ainda,
Não proíbe.

JORGE BARROZO

ASPIRAÇÃO

a Carol

Feliz idade
Feliz 
na idade
Feliz 
ainda que na idade
Feliz 
enquanto na idade
Feliz 
embora na idade
Feliz 
conquanto na idade
Feliz
apesar da idade
Felicidade!!!

JORGE BARROZO