"A POESIA É UMA TENTATIVA DE SE DEFINIR O MUNDO, AS COISAS E OS OBJETOS QUE NOS CERCAM, BEM COMO O SER HUMANO..."

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

VALE? NÃO, VALE.


Vale explorar
As Minas Gerais?
Vale.

Vale enriquecer
Jogando dejetos de minérios
Em barragens?
Vale.

Vale ser a mineradora
Número um do país
E pouco investir no social?
Vale.

Vale tudo fazer
Para agradar acionistas
Deixando os trabalhadores
À míngua?
Vale.

Vale deixar
Romper barragens
E riscar do mapa
Uma cidade?
Não, Vale

Vale perder a vida
Em meio à lama
E à irresponsabilidade?
Não, Vale.

Vale retirar o Rio Doce
Do nome da empresa
E depois da paisagem?
Não, Vale.

Não, Vale.
Não Vale.

Não vale...

Jorge Barrozo

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

POEMA - HOMEOPATIA


Dose extra

A palavra liberta
Os homens de seus cativeiros
A poesia os eleva
A outras dimensões.
                                                                                                                            Jorge Barrozo

HOMENS HONRADO


Nascidos em berço de ouro
Da vida aproveitaram as oportunidades
Que a outros foram negadas.

Fizeram seus nomes, conquistaram fortunas
E, por isso, são admirados.

Homens e mulheres
Que viveram , e vivem, na cidadezinha,
Mas que só querem saber de explorá-la.

E que, por isso, são homenageados
Por outros, tantos, homens honrados


                                                                                                                                                                            Jorge Barrozo

domingo, 19 de julho de 2015

POEMA-HOMEOPATIA



2ª DOSE

A vida
É o intervalo
Entre um poema
E outro.

JORGE BARROZO


POEMA-HOMEOPATIA



1ª DOSE

Escrever
Enquanto a sensibilidade
Permite.
E a memória, ainda,
Não proíbe.

JORGE BARROZO

ASPIRAÇÃO

a Carol

Feliz idade
Feliz 
na idade
Feliz 
ainda que na idade
Feliz 
enquanto na idade
Feliz 
embora na idade
Feliz 
conquanto na idade
Feliz
apesar da idade
Felicidade!!!

JORGE BARROZO

sábado, 21 de março de 2015

INSPIRAÇÂO


Tua presença inspira

Sentimentos inconfessáveis

Desejos incontidos

Tremores inexplicáveis.

Conduz ao delírio

De saber-se sonhando

Mesmo estando acordado.

Gera a doce ilusão

De tê-la entre os braços

E no frescor do abraço

Que antecede ao beijo

Ver esfumaçar-se sua imagem

Em mais um pensamento

Que a sua ausência criou.

Provoca medo de que a realidade

Possa acomodar-se ao meu desejo

E de que vivendo esse instante

O sentimento se desgaste

E que não haja mais sequer

Um mísero verso de poesia.

                                                                    JORGE BARROZO